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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, criticou, nesta segunda-feira (19), a ocorrência de fugas no sistema prisional potiguar e afirmou que a população convive diariamente com o medo da violência. Ao comentar o problema, ele destacou a preocupação de pais e mães que esperam os filhos chegarem em casa temendo que algo aconteça.

“O Estado que a gente quer não é um Estado de fugas dos presídios toda semana. O Estado que a gente quer não é um Estado que a mãe de família, o pai de família, não consegue dormir de noite até que seu filho chegue com medo de acontecer alguma coisa”, declarou Allyson.

Como proposta para a segurança pública, o candidato defendeu a criação de uma cultura de paz nos bairros, nas comunidades e nos municípios potiguares. A declaração ocorre em meio a uma sequência de sete episódios de fuga registrados no sistema prisional do Rio Grande do Norte entre maio e setembro de 2026.

Ao todo, 27 detentos escaparam de unidades penitenciárias nesse período. Desse grupo, 14 foram recapturados, enquanto outros 13 permaneciam foragidos na última atualização consolidada disponível. As ocorrências foram registradas em unidades de Nísia Floresta, Mossoró e Nova Cruz.

Entre os casos estão as fugas de cinco presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em maio, e de outros 11 detentos da unidade Rogério Coutinho Madruga, localizada no mesmo complexo penitenciário, no fim de julho. Em setembro, sete internos fugiram da Cadeia Pública de Nova Cruz durante o banho de sol.

A repetição dos episódios levanta questionamentos sobre as condições de segurança das unidades prisionais, a vigilância e a capacidade do Estado de impedir novas fugas. Além da mobilização das forças de segurança para localizar os detentos, os casos ampliam a cobrança por explicações sobre as medidas adotadas para corrigir possíveis falhas e evitar novas ocorrências.

A administração do sistema penitenciário é responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap). Sob a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) desde 2019, o governo enfrenta questionamentos diante da sequência de fugas e do número de presos que continuam sem ser localizados. O tema também ganha dimensão eleitoral com a candidatura de Cadu (PT), que representa a continuidade do grupo político atualmente no poder.

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