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A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abrirá um processo para apurar os atos de violência e os danos ao patrimônio registrados durante uma manifestação realizada na segunda-feira (19), no Campus Central, em Natal. O anúncio foi feito pelo reitor José Daniel Diniz Melo, nesta terça-feira (20), após uma reunião de avaliação dos acontecimentos.

Entre as medidas anunciadas, está o encaminhamento de documentos ao Ministério Público Federal (MPF), à Procuradoria Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com o relato dos acontecimentos e das providências adotadas pela instituição.

Em pronunciamento dirigido à comunidade universitária, o reitor informou que a manifestação foi acompanhada e registrada pela Diretoria de Segurança Patrimonial da UFRN, responsável pela segurança do patrimônio da universidade.

“Determinei a abertura de processo para apurar o ocorrido e as suas consequências”, afirmou José Daniel Diniz Melo.

O reitor também solicitou aos diretores do centro acadêmico e da unidade acadêmica especializada da área onde ocorreu a manifestação a elaboração de um relato detalhado sobre a ocorrência. A documentação deverá contribuir para a apuração dos fatos e de seus desdobramentos.

Universidade reafirma defesa da liberdade de expressão

Ao comentar o episódio, o reitor reiterou que a UFRN respeita o direito à manifestação, mas ressaltou que a liberdade de expressão não justifica atos de violência ou desrespeito à instituição e à comunidade acadêmica.

“A universidade reitera o respeito à liberdade de expressão, mas não pode admitir violência e desrespeito à instituição e à sua comunidade”, declarou.

A universidade reafirmou, ainda, o compromisso com a proteção de estudantes, professores, técnicos e demais integrantes da comunidade acadêmica, além da defesa dos princípios democráticos, da liberdade de expressão e do respeito às diferenças.

Com a abertura do processo de apuração e o encaminhamento dos documentos aos órgãos competentes, a UFRN busca esclarecer as circunstâncias da manifestação e avaliar as consequências dos atos registrados no campus.

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