O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação para combater a atuação de uma associação criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas em Baía Formosa, município localizado no litoral Sul do estado. A ação resultou na prisão de três pessoas e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da cidade.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam uma arma de fogo, munições, drogas, dinheiro e aparelhos celulares. O material recolhido deverá contribuir para o avanço das investigações conduzidas pelo Ministério Público.
Batizada de Operação Cetus, a ação é apontada pelo MPRN como um desdobramento de outras operações realizadas anteriormente pelo órgão: Leviatã, Kraken e Hydra. As investigações anteriores também tiveram como foco o combate a estruturas criminosas.
Após as prisões e apreensões, os investigados e os materiais considerados ilícitos foram encaminhados para delegacias da Polícia Civil. No local, foram realizados os procedimentos necessários e adotadas as providências cabíveis relacionadas à investigação.
Segundo o Ministério Público, o trabalho investigativo ainda não foi concluído. O órgão informou que apura a possível prática de outros crimes e também busca identificar o envolvimento de outras pessoas com o núcleo criminoso investigado em Baía Formosa.
Participação de policiais e servidores
A operação contou com a atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRN) e o apoio da Polícia Militar. Ao todo, participaram da ação dois promotores de Justiça, 14 servidores do Ministério Público e 39 policiais militares.
A mobilização das equipes ocorreu para o cumprimento dos oito mandados de busca e apreensão e das prisões determinadas no âmbito da investigação. Os trabalhos tiveram como objetivo reunir novos elementos que possam ajudar a esclarecer a estrutura e a atuação do grupo investigado.
Com a apreensão de drogas, dinheiro, celulares, arma e munições, o material deverá passar pelos procedimentos de análise e investigação previstos pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Nome da operação faz referência ao litoral
O nome Cetus foi escolhido pelo Ministério Público em referência ao termo de origem latina que significa “monstro marinho” ou “baleia”.
De acordo com o MPRN, a denominação está relacionada diretamente ao cenário litorâneo de Baía Formosa. A escolha também representa, segundo o órgão, a atuação do Ministério Público no enfrentamento às organizações criminosas que atuam na região.
A Operação Cetus faz parte de uma sequência de ações investigativas que já resultaram nas operações Leviatã, Kraken e Hydra. Com a nova etapa, o Ministério Público pretende aprofundar a apuração sobre o grupo criminoso e verificar a eventual participação de outros envolvidos.
As investigações permanecem em andamento, e o MPRN ainda apura possíveis outros crimes relacionados ao núcleo investigado.



