O Rio Grande do Norte terá, a partir da próxima terça-feira (1º), um dos maiores preços de referência para o etanol hidratado do país. O valor definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) será de R$ 5,25 por litro, colocando o estado na quinta posição entre as maiores referências nacionais.
O valor consta no Ato Cotepe/PMPF nº 23/26, publicado pelo Confaz em 24 de agosto, e será utilizado como base de cálculo do ICMS sobre o combustível. Isso significa que os R$ 5,25 não correspondem necessariamente ao preço encontrado pelos consumidores nas bombas.
Na lista nacional, apenas Amapá (R$ 5,81), Roraima (R$ 5,40), Rondônia (R$ 5,346) e Sergipe (R$ 5,297) apresentam referências superiores à do Rio Grande do Norte.
RN tem segunda maior referência do Nordeste
Entre os estados nordestinos, o Rio Grande do Norte aparece com a segunda maior referência, atrás apenas de Sergipe.
O valor potiguar supera os preços estabelecidos para Pernambuco (R$ 5,06), Maranhão (R$ 5,03), Ceará (R$ 4,985), Paraíba (R$ 4,79), Piauí (R$ 4,64) e Bahia (R$ 4,59).
A diferença é ainda maior na comparação com São Paulo, maior produtor nacional de cana-de-açúcar. No estado paulista, a referência do etanol será de R$ 3,61 por litro, cerca de 45% abaixo do valor estabelecido para o RN.
Preço de referência não é o valor da bomba
O PMPF é calculado pelos estados e utilizado como parâmetro para a tributação dos combustíveis. Portanto, o consumidor não necessariamente encontrará o etanol sendo vendido exatamente por R$ 5,25 nos postos.
Ainda assim, uma referência elevada pode ter impacto indireto sobre os preços praticados no mercado, já que serve de base para o cálculo do ICMS.
Além do etanol, o Confaz estabeleceu para o Rio Grande do Norte um PMPF de R$ 5,03 por metro cúbico de Gás Natural Veicular (GNV) a partir de setembro.
Etanol pode perder competitividade
Para os motoristas que utilizam veículos flex, a diferença entre os preços do etanol e da gasolina é um dos principais fatores para decidir qual combustível compensa mais.
Como regra geral, o etanol tende a ser considerado vantajoso quando seu preço fica em torno de 70% do valor da gasolina, embora o percentual possa variar conforme o veículo e seu consumo.
Com uma das maiores referências do país e sem produção local relevante de etanol, o combustível pode apresentar menor competitividade para os consumidores potiguares.
Os novos valores entram em vigor em 1º de setembro de 2026.



