Foto: Flávio Tavares/O Tempo

O preço do botijão de gás de cozinha voltou a subir no Rio Grande do Norte. O reajuste começou a ser repassado pelas distribuidoras nesta terça-feira (15) e pode elevar o valor do botijão de 13 quilos para até R$ 130 no Estado, segundo informações do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Rio Grande do Norte (Singás-RN).

De acordo com o presidente do sindicato, Ivo Lopes, o aumento repassado das distribuidoras para as revendas varia entre R$ 4 e R$ 4,50. O percentual corresponde a uma elevação estimada entre 3% e 3,5% sobre o preço praticado anteriormente.

Antes do reajuste, o valor médio do botijão no Rio Grande do Norte era de aproximadamente R$ 125. Com a nova alta, o produto poderá ser encontrado por cerca de R$ 130, dependendo da revenda e da localidade.

Ivo Lopes atribuiu o aumento a dois fatores principais. Um deles é a negociação salarial anual entre as distribuidoras e seus funcionários, que ocorre tradicionalmente neste período. O outro está relacionado ao aumento dos custos de importação do gás em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o Singás-RN, o Brasil não produz todo o GLP necessário para atender ao mercado interno. Cerca de metade do gás utilizado pelas distribuidoras é importada, fazendo com que alterações nos custos internacionais tenham reflexos sobre a cadeia de comercialização.

O reajuste ocorre cinco meses após outra elevação registrada no preço do botijão no Estado. Em abril, o produto havia ficado entre R$ 7 e R$ 10 mais caro, passando a ser comercializado na faixa de R$ 120 a R$ 125.

Com a nova alteração, o consumidor potiguar volta a enfrentar aumento no custo do gás de cozinha, produto de uso cotidiano nas residências e que tem impacto direto no orçamento doméstico.

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