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O Rio Grande do Norte recebeu um reforço importante na oferta de crédito para empresas e projetos produtivos ao longo do primeiro semestre de 2026. Segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as aprovações de financiamento para o Estado chegaram a R$ 689,5 milhões no período.

O resultado ocorre em meio a uma forte expansão da atuação do banco na região Nordeste. Entre janeiro e junho, as aprovações de crédito para os estados nordestinos somaram R$ 10,8 bilhões, crescimento de 184,3% em relação aos R$ 3,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

No RN, os recursos alcançaram diferentes segmentos da economia. De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, houve crescimento significativo principalmente nos setores de indústria e infraestrutura. No primeiro semestre, os recursos destinados à indústria potiguar aumentaram 481%, enquanto os financiamentos para infraestrutura avançaram 139% na comparação com 2025.

A ampliação do crédito ocorre em um momento em que o Estado busca fortalecer sua atividade econômica e atrair novos investimentos. Para empresas potiguares, o acesso a linhas de financiamento pode representar oportunidade de expansão, modernização e aumento da capacidade produtiva.

O desempenho do RN também está inserido em uma estratégia mais ampla do BNDES para ampliar a presença no Nordeste. Segundo o banco, desde 2023 foram aprovados R$ 64,4 bilhões em financiamentos para a região, valor 76,5% superior ao registrado entre 2019 e o primeiro semestre de 2022.

As micro, pequenas e médias empresas também ganharam espaço nessa expansão. No Nordeste, esse grupo recebeu R$ 5,2 bilhões em aprovações no primeiro semestre, contra R$ 2,3 bilhões no mesmo período do ano passado, uma alta de 127%.

Em nível nacional, o BNDES aprovou R$ 110,6 bilhões em crédito nos seis primeiros meses de 2026, crescimento de 52% sobre o mesmo período de 2025. O banco também registrou R$ 74,8 bilhões em desembolsos no semestre.

Para o Rio Grande do Norte, o volume de R$ 689,5 milhões representa uma injeção relevante de recursos na economia. O desafio, a partir de agora, é transformar o crédito aprovado em investimentos efetivos, geração de empregos e aumento da capacidade produtiva do Estado.

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