O avanço do PL nas eleições de 2026 abriu uma disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado a partir de 2027. Com 121 deputados eleitos e 28 senadores na próxima legislatura, o partido terá as maiores bancadas das duas Casas e não pretende apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A nova correlação de forças aumenta a pressão sobre Motta e Alcolumbre, que buscam permanecer por mais dois anos no comando do Congresso. Os dois tiveram aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo do atual mandato, movimento que contrariou setores do PL.
No Senado, o cenário já apresenta um nome do PL para a disputa. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, é apontado como principal opção do partido para enfrentar Alcolumbre. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Marinho é candidato à presidência do Senado.
Na Câmara, o PL também discute lançar candidatura própria. Um dos nomes mencionados nas articulações é o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A legenda, porém, precisará negociar com outras bancadas, já que seus 121 deputados não são suficientes, sozinhos, para garantir a eleição do presidente da Casa.
A sucessão será definida em fevereiro de 2027 e dependerá das alianças construídas entre as bancadas que formarão o novo Congresso.



