foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). O número corresponde a uma abstenção de 21,08% dos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, o maior percentual registrado desde 1998, quando o índice chegou a 21,49%.

O número absoluto de faltosos também ficou acima do registrado nas eleições de 2022, quando cerca de 32,7 milhões de eleitores deixaram de votar. A quantidade de ausentes vem crescendo nas últimas eleições: foram 27,7 milhões em 2014 e 29,9 milhões em 2018.

Quem não votou tem até 60 dias após cada turno para apresentar a justificativa à Justiça Eleitoral. No caso do primeiro turno de 2026, o prazo termina em 3 de dezembro. A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente em um cartório eleitoral.

Caso a ausência não seja justificada ou a justificativa seja recusada, o eleitor fica sujeito ao pagamento de multa de até R$ 3,51 por turno. A ausência em três turnos consecutivos, sem justificativa ou quitação das multas, pode resultar no cancelamento da inscrição eleitoral.

Entre as consequências de estar com o título irregular estão restrições para obter passaporte, matricular-se em instituições oficiais de ensino e tomar posse em concursos públicos.

O primeiro turno também registrou aproximadamente 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos. Em 2022, foram cerca de 1,9 milhão de votos em branco e 3,5 milhões de nulos.

Os votos brancos e nulos não são destinados a nenhum candidato e não integram o cálculo dos votos válidos utilizado para definir o resultado da eleição.

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