Foto - Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) desmentiu uma informação que circulou nas redes sociais após o primeiro turno das eleições de 2026 e associava a substituição de uma urna eletrônica em Parnamirim, na Grande Natal, a uma suposta fraude. A publicação utilizava imagens do procedimento para afirmar que o equipamento estaria sendo trocado por uma urna “já violada” e com votos previamente registrados. Segundo o tribunal, a alegação é falsa.

A ocorrência aconteceu na seção 393 da 50ª Zona Eleitoral, instalada no Colégio e Curso Over. De acordo com o TRE-RN, a votação começou normalmente às 8h, mas, por volta das 13h05, a tela da urna apagou. O equipamento foi reiniciado alguns minutos depois e passou por novas tentativas de recuperação. Como o problema persistiu, a equipe técnica realizou a substituição às 13h40, seguindo o protocolo previsto pela Justiça Eleitoral.

O tribunal explicou que a troca de uma urna com defeito é uma medida de contingência prevista na Resolução TSE nº 23.751/2026. Os votos registrados antes da substituição permanecem preservados nas mídias do sistema e são transferidos de forma segura para o equipamento de contingência. Dessa forma, a votação é retomada do ponto em que foi interrompida, sem perda ou alteração dos votos já registrados.

TRE afirma que votação terminou normalmente

Após a substituição, a votação na seção prosseguiu sem novas ocorrências até o encerramento dos trabalhos, às 18h24. O TRE-RN reforçou que o procedimento não permitiu inserir votos indevidos, modificar escolhas feitas pelos eleitores ou direcionar resultados para determinada candidatura.

O conteúdo que circulou nas redes sociais utilizou imagens reais da troca do equipamento, mas acrescentou informações falsas para sugerir que a urna substituta já estaria com votos registrados. O TRE classificou a publicação como desinformação e destacou que a substituição ocorreu dentro dos protocolos de segurança estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral também mantém procedimentos públicos de auditoria das urnas eletrônicas, incluindo testes de integridade e autenticidade dos sistemas, realizados durante o processo eleitoral.

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