Foto: Joédson Alves

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a atacar nesta quarta-feira (7) a proposta de emenda à Constituição que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Durante encontro com integrantes do PP e do União Brasil, ele comparou a medida a uma promessa de campanha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relacionada ao acesso à picanha.

A declaração ocorreu no segundo turno da eleição presidencial, em meio à retomada das discussões sobre a PEC no Senado. O texto defendido pelo governo Lula prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado.

“Ele Lula chega com mais uma promessa de picanha que não vai resolver a vida de ninguém. Ele tem que deixar de ser hipócrita. O Lula é hipócrita. Ele mente com toda tranquilidade, achando que vai enganar o eleitor. Não vai mais enganar. O eleitor não está à venda”, declarou a jornalistas.

Flávio também afirmou que, na avaliação dele, a proposta estaria relacionada à disputa eleitoral e defendeu que a discussão seja realizada após as eleições.

“Lula pensa no poder, não no trabalhador”, afirmou o candidato, que também voltou a dizer que o presidente “está cansado”.

“Ele é um irresponsável que está disputando o poder. É a sétima eleição presidencial que ele está disputando. Ele está cansado. Lula, vai para casa descansar. Você está cansado. Você está trocando as palavras já. Você está sem paciência. Você está com ódio”, disse.

Propostas para a economia

Durante o encontro, Flávio também falou sobre sua proposta para o Ministério da Fazenda. Segundo ele, pretende escolher “alguém que entenda de economia” para comandar a pasta e fez críticas ao ex-ministro Fernando Haddad, afirmando que ele não “é sequer formado em economia”.

O candidato também apresentou uma proposta de suspensão temporária de dívidas. Para pessoas físicas, a ideia seria estabelecer seis meses de carência. Para empresas, o período seria de um ano.

“Caso queiram abrir a própria empresa, vamos dar uma carência para as pessoas físicas de seis meses. Vai ficar congelada a sua dívida por 6 meses. Ela não vai ser reajustada e você não vai pagar nenhuma parcela. Isso vai reinjetar esse dinheiro na economia de uma forma sustentável. Para as pessoas jurídicas, vamos dar um ano de carência para quem está devendo, vamos fazer da mesma forma”, declarou a jornalistas.

Flávio também defendeu que a Caixa Econômica Federal possa atuar na renegociação desses débitos.

“Dá para ajudar as pessoas que estão endividadas a pagarem as suas dívidas. Essa é a nossa proposta, inclusive, comprar dívidas de quem está devendo e refinanciar pela Caixa Econômica Federal, com um prazo mais longo, uma taxa de juro menor”, afirmou.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 começou a avançar no Senado nesta semana. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, anunciou um calendário de debates antes da votação da proposta.

Compartilhe esse conteúdo: