A situação financeira do Governo do Rio Grande do Norte voltou ao centro da disputa pelo Executivo estadual no segundo turno. O auditor fiscal Pedro Lopes, que foi secretário de Administração e controlador-geral durante as gestões da governadora Fátima Bezerra (PT), afirmou que prevê atraso no pagamento do 13º salário dos servidores estaduais.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lopes condicionou sua confiança no pagamento do benefício em janeiro de 2027 à vitória de Cadu de Lula (PT), candidato apoiado por Fátima na disputa pelo Governo do Estado. Para ele, caso Allyson Bezerra (União) seja eleito, o pagamento no início do próximo ano seria pouco provável.
“Colega servidor do RN, só confio receber o 13° Salário em janeiro de 2027 se o Cadu ganhar para governador! Já disse isso lá em casa! Mas você que deseja votar no adversário, faça esse video chegar nele e exija um compromisso público que pagará o 13° em janeiro de 2027!”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à campanha do segundo turno, que coloca Cadu de Lula e Allyson Bezerra na disputa pelo comando do Estado. Cadu é ex-secretário da Fazenda do governo Fátima e conta com o apoio da governadora e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Acusação reacende debate sobre situação financeira do Estado
A declaração de Pedro Lopes também traz novamente para o debate eleitoral a situação das contas públicas e o pagamento dos servidores estaduais, tema que já vinha sendo explorado durante a campanha.
O próprio Lopes integrou a administração estadual comandada por Fátima Bezerra, ocupando cargos estratégicos nas áreas de controle e gestão. Nas eleições deste ano, ele também disputou uma vaga de deputado estadual pelo PT.




