Os quatro candidatos à Presidência que não avançaram para o segundo turno e foram identificados como integrantes da chamada “terceira via” somaram 7,58% dos votos válidos no primeiro turno das eleições de 2026. Nenhum deles alcançou 3% da votação.
Augusto Cury (Avante) foi o mais votado do grupo, com 2,9%. Na sequência apareceram Renan Santos (Missão), com 2,25%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,19%; e Romeu Zema (Novo), que recebeu 0,27% dos votos válidos.
Cury havia chegado a registrar 11% das intenções de voto em pesquisas realizadas em agosto e permaneceu na casa dos dois dígitos em levantamentos até o início de setembro. Na apuração do primeiro turno, porém, terminou com cerca de 3,4 milhões de votos.
Após a votação, o candidato do Avante afirmou que o cenário político brasileiro provocava preocupação e, posteriormente, divulgou uma nota sem indicar apoio a Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Cury declarou que espera que o vencedor governe considerando propostas apresentadas durante a campanha.
Renan Santos elogia votação do PL
Renan Santos terminou o primeiro turno com 2,25% dos votos, superando 2,6 milhões de votos. Após a apuração, ele comentou o desempenho do PL e afirmou que, em sua avaliação, não existe direita no Brasil sem Bolsonaro.
Durante a campanha, Renan também criticou a quantidade de debates realizados e afirmou que a eleição havia sido marcada pela falta de discussão sobre propostas.
Caiado ainda não definiu posição
Ronaldo Caiado ficou em quinto lugar na disputa presidencial, com 2,19% dos votos e mais de 2,6 milhões de votos.
Depois do resultado, o candidato do PSD disse que só se manifestaria sobre o segundo turno após conversar com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Caiado afirmou que pretende manter coerência antes de anunciar sua posição.
Zema termina com 0,27%
Romeu Zema ficou na sexta colocação, com pouco mais de 326 mil votos, equivalente a 0,27% dos votos válidos. O resultado foi o menor desempenho do Novo em uma eleição presidencial desde a primeira participação do partido, em 2018.
O candidato também foi alvo de uma ação do Ministério Público Eleitoral após entrar na cabine de votação, em Araxá (MG), com um celular nas mãos. Zema afirmou que não foi alertado pelos mesários sobre a proibição e negou ter feito fotografias ou registros durante a votação.
As regras eleitorais determinam que celulares, câmeras e outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto sejam deixados com os mesários antes da entrada na cabine.



