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O Rio Grande do Norte acumulou R$ 68,2 milhões em prejuízos relacionados aos impactos do El Niño entre julho e agosto de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Do total, R$ 60,5 milhões correspondem ao setor privado e R$ 7,7 milhões ao setor público.

No período, o estado registrou 25 decretos de anormalidade, sendo 92% deles relacionados a situações de seca ou estiagem. Ao todo, 62,3 mil pessoas foram afetadas.

Os setores que mais sentiram os efeitos foram a pecuária, com R$ 35,4 milhões em prejuízos, e a agricultura, com R$ 24,4 milhões. A irregularidade das chuvas também atingiu a cadeia leiteira. Representantes do setor estimam que produtores das regiões Central, Seridó e Oeste tiveram redução de 20% a 25% no faturamento no primeiro semestre.

A CNM aponta que o fenômeno climático está se intensificando. Segundo dados da NOAA citados pela entidade, existe 69% de probabilidade de o El Niño alcançar intensidade histórica entre outubro e dezembro de 2026.

No RN, o Governo do Estado mantém um grupo de trabalho para acompanhar a possibilidade de seca e afirma ter encaminhado projetos ao Governo Federal. Entre as medidas previstas estão a perfuração de poços, construção de barragens subterrâneas e obras como as adutoras do Seridó e do Agreste.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) também alerta para o cenário hídrico. Em agosto, 12 reservatórios monitorados no Rio Grande do Norte estavam com menos de 20% da capacidade, sendo que alguns tinham armazenamento inferior a 10%.

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