Operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (24) — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Nove pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (24) durante uma operação que investigou um grupo suspeito de monitorar a movimentação de policiais e viaturas no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. Além das prisões, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada e dividia as funções entre os integrantes. Enquanto parte dos suspeitos estaria envolvida com o comércio de drogas, outros ficavam responsáveis por acompanhar a movimentação das forças de segurança e repassar informações aos demais membros.

Os dados compartilhados incluíam a presença de equipes policiais, localização de viaturas, ruas utilizadas pelas forças de segurança e os sentidos dos deslocamentos. Conforme a Polícia Civil, os responsáveis pelo monitoramento criavam alertas para dificultar a atuação dos agentes e permitir a continuidade das atividades criminosas na região.

“O que a gente conseguiu identificar durante as investigações é que esses integrantes tinham pontos determinados para ficar e passavam informações da polícia. Não era uma informação pontual. Era algo corriqueiro, sistemático”, explicou o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Repressão ao Crime Organizado (DRACO), Tiago Rodrigo.

Ainda de acordo com a investigação, uma das mensagens identificadas durante a apuração indicava que um dos integrantes teria incentivado disparos de arma de fogo contra policiais militares que atuavam no bairro.

Operação Interferência

A ação foi denominada Operação “Interferência” e teve como objetivo desarticular uma célula de uma organização criminosa com atuação em Felipe Camarão. Ao todo, 103 policiais civis participaram da ofensiva realizada nesta quinta-feira.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, outras duas pessoas foram presas em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. Com elas, os policiais apreenderam grandes quantidades de maconha, cocaína e crack.

“A operação é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que reuniu elementos acerca da atuação estruturada de integrantes de uma organização criminosa na região”, informou a Polícia Civil.

Investigações continuam

As medidas cautelares foram solicitadas pela Polícia Civil e autorizadas pela Justiça. O material apreendido durante a operação será encaminhado para análise e poderá contribuir para o avanço das investigações.

A Polícia Civil informou que a apuração ainda não foi encerrada e busca esclarecer a participação individual de cada suspeito, além de identificar possíveis novos integrantes e aprofundar o levantamento sobre a estrutura utilizada pelo grupo.

“As investigações continuam com o objetivo de individualizar as condutas, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura e as atividades ilícitas desenvolvidas pelo grupo”, informou a polícia.

 

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