Conversas de WhatsApp divulgadas pelo Metrópoles mostram a empresária e lobista Roberta Luchsinger mencionando Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, como seu “sócio” em pelo menos oito ocasiões entre 2023 e 2024.
As mensagens fazem parte de um material analisado no âmbito de uma investigação da Polícia Federal, que apura suspeitas relacionadas à atuação de Luchsinger. Nos diálogos, ela cita o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversas sobre viagens, encontros e assuntos profissionais.
Em uma das mensagens, de maio de 2024, Roberta afirma a um interlocutor que permaneceria em Brasília “com o meu sócio q é filho do pr”. Em outro diálogo, também relacionado a uma viagem, ela volta a identificar Fábio como “meu sócio”.
A expressão aparece novamente em março de 2024. Na ocasião, Roberta encaminhou a uma interlocutora uma mensagem atribuída a Lulinha e solicitou que o conteúdo fosse apresentado a outra pessoa, novamente fazendo referência a ele como “meu sócio”.
Segundo a publicação, há ainda registros de conversas de fevereiro, janeiro e outubro de 2023 em que a lobista utiliza a mesma expressão para se referir a Fábio Luís Lula da Silva.
Apesar das referências feitas nas mensagens, o uso da palavra “sócio” não comprova, isoladamente, a existência de uma sociedade formal ou de participação empresarial entre Roberta Luchsinger e Lulinha. A natureza da relação entre os dois é objeto de apuração pelas autoridades.
Luchsinger é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência. O caso também envolve apurações sobre relações da empresária com Lulinha e com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
As mensagens e eventuais pagamentos relacionados aos envolvidos passaram a ser analisados no contexto das investigações sobre suspeitas de irregularidades em descontos realizados em benefícios previdenciários.



