Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17) que o reajuste de 15% anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Bolsa Família seria ilegal por ocorrer durante o período eleitoral. O primeiro turno está marcado para daqui a 17 dias.

A declaração foi feita durante um comício em Vitória da Conquista, na Bahia. Flávio acusou o governo de adotar a medida às vésperas da votação e afirmou que o reajuste representaria uma tentativa de influenciar o eleitorado.

Segundo o candidato, Lula teria promovido a mudança apenas agora, apesar de, em sua avaliação, não ter adotado medida semelhante ao longo do mandato. Flávio também declarou que o presidente estaria agindo por razões eleitorais e afirmou que o governo teria conhecimento de uma suposta proibição.

O governo federal anunciou nesta quinta-feira um aumento linear de 15% nos valores pagos pelo Bolsa Família. De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027. Segundo o ministro, os valores serão acomodados dentro do espaço fiscal previsto para os dois anos.

Com o reajuste, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691. A média dos pagamentos, por sua vez, deverá subir de R$ 691 para R$ 777.

Moretti justificou a correção com base na previsão legal de atualização dos benefícios pela inflação. Conforme os dados apresentados pelo ministro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde o início do programa até agosto corresponde a 15,04%.

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