Trabalhadores dos Correios realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (14), em Natal, durante a greve da categoria. O ato ocorreu no Centro de Distribuição (CDD) de Lagoa Nova, na zona Sul da capital potiguar, e teve como principal pauta a reivindicação por reajuste salarial e a manutenção do plano de saúde.

Segundo os trabalhadores, a proposta apresentada pela empresa prevê reajuste de apenas 0,60% sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de mudanças relacionadas ao plano de saúde. A categoria reivindica a aplicação integral do INPC e a permanência do plano para os trabalhadores, aposentados e seus familiares.

Durante o ato, a presidente do Sindicato da Empresa de Correios e Telégrafos e Similares do RN (Sintect-RN), Esiêdla Andrade, afirmou que a categoria esperava uma proposta que contemplasse as reivindicações durante o período de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.

“Estamos na data-base do nosso Acordo Coletivo de Trabalho, mas chegou agosto e nenhuma proposta foi apresentada pela empresa que contemplasse nossa categoria. Ela não apresentou a inflação como reajuste e retirou-se enquanto mantenedora do nosso plano de saúde”, disse Esiêdla.

Greve começou na quinta-feira

A paralisação dos trabalhadores teve início às 22h da última quinta-feira (10), após as negociações da campanha salarial terminarem sem um acordo entre a empresa e os representantes da categoria.

De acordo com a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a decisão pela greve foi tomada após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A entidade afirma que os trabalhadores buscavam uma solução negociada, mas que não houve avanço em relação a pontos considerados prioritários, principalmente a manutenção do plano de saúde.

Correios recorrem ao TST

Na semana passada, os Correios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho para pedir que a greve seja considerada abusiva. Em nota, a empresa afirmou que tomou a medida após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, em assembleias sindicais, da proposta apresentada para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.

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