Walfredo Gurgel tem 189 itens com estoque zerado e alerta de “extrema gravidade” - Foto: reprodução

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, enfrenta um cenário de desabastecimento que levou a própria Divisão de Farmácia da unidade a classificar a situação como de “extrema gravidade e vulnerabilidade assistencial”.

Segundo memorando encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), 189 itens estão com estoque zerado, o equivalente a 25% do catálogo de insumos do hospital. Outros 11% estão em nível crítico, com quantidade suficiente para menos de um mês de funcionamento. Apenas 64% dos itens são considerados regulares.

Entre os produtos em falta estão luvas, seringas, agulhas, esparadrapos, água destilada, antibióticos, soro fisiológico e medicamentos utilizados em situações graves, como a noradrenalina. Também há itens necessários para procedimentos de urgência e emergência, incluindo tubos para intubação, sondas, drenos, agulhas para anestesia, bisturis e fios cirúrgicos.

O documento aponta que a demora na conclusão de processos de aquisição, atrasos de fornecedores, entraves em licitações e dificuldades relacionadas a empenhos e liquidações contribuíram para a ruptura dos estoques.

Sesap diz que situação já foi pior

Após a repercussão do relatório, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, publicou um vídeo ao lado do chefe da Divisão de Farmácia do Walfredo Gurgel, Thiago Sá.

Na gravação, o responsável pela farmácia afirma que o hospital já enfrentou percentuais maiores de desabastecimento. Segundo ele, houve períodos em que cerca de 36% dos itens estavam em falta.

A Sesap afirma que medidas estão sendo adotadas para recompor os estoques, incluindo remanejamento de materiais entre hospitais, licitações, empenhos e negociações com fornecedores.

O Estado também informou que 18 itens chegaram ao hospital entre a última quinta-feira (20) e segunda-feira (24). Outros 37 produtos estão empenhados, com previsão de entrega em até 15 dias, enquanto 89 estão em processo de pregão.

Apesar do alerta registrado pela Divisão de Farmácia, a Sesap afirma que não há risco imediato à assistência dos pacientes e que trabalha para evitar a interrupção dos atendimentos.

Compartilhe esse conteúdo: