foto: reprodução

A campanha eleitoral para o Governo do Rio Grande do Norte começa oficialmente neste domingo (16), mas os primeiros movimentos dos candidatos já revelam uma estratégia clara: disputar espaço nos principais redutos eleitorais dos adversários. Natal e Mossoró, os dois maiores colégios eleitorais do Estado, estarão no centro das agendas de Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu de Lula.

Allyson Bezerra (União Brasil) decidiu iniciar a caminhada em Natal, principal base política de Álvaro Dias. O candidato terá mobilizações de rua e pontos de adesivação na capital, sinalizando que pretende ocupar espaço justamente onde o ex-prefeito construiu sua trajetória política.

A escolha não é casual. Ao começar a campanha em Natal, Allyson demonstra que pretende disputar o eleitorado da capital e evitar que o território eleitoral de Álvaro seja tratado como uma área exclusiva do ex-prefeito.

Cadu de Lula (PT) também escolheu Natal para a largada. O candidato prepara o chamado “Piseiro”, com concentração às 9h em frente à Ferreira Costa e percurso pela Avenida Roberto Freire. Além da capital, o petista mira Mossoró, principal reduto eleitoral de Allyson.

Álvaro, por sua vez, começa a campanha em Natal, onde realiza mobilizações e adesivações. A programação prevê ainda uma passagem por Mossoró durante a noite, com expectativa de participação na Festa do Bode.

O desenho das agendas revela uma campanha que já começa com movimentos de ataque aos territórios políticos dos adversários. Allyson e Cadu avançam sobre Natal, enquanto Álvaro prepara uma incursão em Mossoró.

A estratégia também mostra que nenhum dos três pretende ficar restrito às suas bases tradicionais. Para Álvaro, o desafio será ampliar sua presença no interior; para Allyson, conquistar terreno na capital; e para Cadu, tentar crescer simultaneamente nos dois maiores polos eleitorais do Estado.

Com o início oficial da campanha neste domingo, Natal e Mossoró devem se transformar nos primeiros grandes palcos da disputa pelo Governo do RN, em uma eleição na qual a capacidade de cada candidato de romper as barreiras de seus redutos poderá ser decisiva.

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