O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pediu a retirada do ar de conteúdos disponibilizados pela plataforma Direita Já, ligada ao Partido Liberal (PL). A representação foi apresentada nesta sexta-feira (7) e ocorre em meio à disputa política e jurídica que antecede as eleições de 2026.
Segundo o PT, a plataforma funciona como uma central de distribuição de materiais para outras páginas e redes sociais, disponibilizando vídeos, cards e outras peças para serem compartilhadas por apoiadores e influenciadores.
Na representação, o partido afirma que o site disponibiliza até 50 publicações por semana e que parte significativa do conteúdo é direcionada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados. A legenda também questiona o programa denominado “creators”, pelo qual influenciadores podem se cadastrar e ter acesso aos materiais produzidos pela plataforma.
O PT sustenta que algumas das publicações apresentam conteúdos que considera falsos, descontextualizados ou produzidos com uso de inteligência artificial. Entre os materiais citados estão publicações que associam Lula a investigações envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de conteúdos que relacionam o presidente ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ao Comando Vermelho e ao narcotráfico.
A legenda afirma ainda que parte dos conteúdos já teria sido classificada pelo próprio TSE como falsa ou gravemente descontextualizada. A acusação, contudo, integra os argumentos apresentados pelo partido na representação e ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.
Além da retirada das publicações consideradas irregulares, o PT pediu ao TSE a suspensão do programa “creators”. O partido também solicitou uma investigação para verificar se recursos do fundo partidário estão sendo utilizados para financiar a produção dos conteúdos ou eventual remuneração dos influenciadores envolvidos na divulgação.
O caso se soma a outras disputas judiciais envolvendo conteúdos publicados nas redes sociais durante a preparação para as eleições de 2026. A atuação da Justiça Eleitoral sobre publicações políticas e o uso de inteligência artificial tem se tornado um dos pontos de atenção no período de pré-campanha.




