Uma operação integrada deflagrada na manhã desta sexta-feira (7) desarticulou um grupo investigado por atuar com contrabando de cigarros, agiotagem e associação criminosa no Rio Grande do Norte e na Paraíba. A ação resultou na prisão em flagrante de quatro suspeitos e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Caicó, Currais Novos e Patos (PB).
Batizada de Operação Malta, a ofensiva foi coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com apoio do Ministério Público da Paraíba, das Polícias Civil e Militar dos dois estados. Ao todo, cerca de 70 agentes participaram das diligências.
As investigações apontam que a organização criminosa era responsável pela compra, transporte, armazenamento e distribuição de cigarros e medicamentos contrabandeados, além de atuar na concessão de empréstimos ilegais, com cobrança de juros abusivos e retenção de cheques como garantia das dívidas. Segundo o MPRN, o grupo possuía divisão de funções entre seus integrantes e utilizava estabelecimentos comerciais, depósitos e veículos para abastecer o esquema criminoso.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam maços de cigarros sem documentação fiscal, munições de armas de grosso calibre e aparelhos celulares, que serão analisados no decorrer das investigações. Três dos presos foram autuados pelo crime de contrabando, enquanto um responderá por posse ilegal de munição de uso restrito.
De acordo com o Ministério Público, as apurações também revelaram que as entregas das mercadorias eram planejadas para horários de menor fiscalização e que os investigados utilizavam linguagem codificada para tratar das negociações envolvendo fornecedores, preços, quantidades e rotas de distribuição. Além de Caicó e Currais Novos, o grupo também teria atuação em municípios como Cruzeta, São José do Seridó, Jucurutu e Lagoa Nova.
Os quatro suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e ampliar o mapeamento da atuação do grupo na região.

Foto: Divulgação/MPRN




