As exportações do Rio Grande do Norte registraram, em julho, o pior resultado dos últimos 12 meses. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o Estado exportou US$ 62,9 milhões, volume 28,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Apesar de a balança comercial permanecer positiva, o desempenho acendeu um sinal de alerta para o comércio exterior potiguar.
No mesmo período, as importações somaram US$ 46,3 milhões, alta de 24,3% na comparação anual. Com isso, o superávit da balança comercial ficou em US$ 16,7 milhões, resultado considerado bem mais modesto do que o observado em julho do ano passado. A corrente de comércio, soma das exportações e importações, também apresentou retração de 13,2%.
Enquanto o Rio Grande do Norte registrou queda nas vendas ao exterior, o cenário nacional foi oposto. As exportações brasileiras cresceram 6,2% em julho, alcançando US$ 34,1 bilhões, o que evidencia um desempenho inferior do Estado em relação à média do país.
De acordo com especialistas do Observatório da Indústria Mais RN, a redução nas exportações está relacionada principalmente à queda nas vendas de óleos combustíveis, que vêm apresentando retração na produção estadual, além das oscilações no mercado de minerais preciosos. Produtos tradicionais da pauta potiguar, como sal, pescados e doces, também enfrentam dificuldades em razão das incertezas no mercado internacional e das barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros.
O resultado amplia a preocupação com o desempenho da economia potiguar no segundo semestre. Embora o Estado ainda mantenha saldo positivo na balança comercial, a combinação entre queda das exportações e aumento das importações reduz a margem do superávit e reforça os desafios para os setores produtivos voltados ao mercado externo.




