O mercado formal de trabalho do Rio Grande do Norte perdeu força em 2026 e apresentou um dos piores desempenhos do país. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o estado criou apenas 716 empregos com carteira assinada no primeiro semestre do ano, ocupando a penúltima colocação no ranking nacional e superando apenas Alagoas, que encerrou o período com saldo negativo.
Na comparação com os seis primeiros meses de 2025, o recuo é expressivo. O saldo de vagas caiu 89,4%, passando de 6.744 postos de trabalho para apenas 716. O resultado reforça a desaceleração da economia potiguar e evidencia as dificuldades do estado para manter o ritmo de geração de empregos observado no ano passado.
Os números também mostram um cenário de instabilidade ao longo do semestre. Depois de iniciar o ano com saldo positivo em janeiro, o Rio Grande do Norte registrou fechamento de vagas em fevereiro e abril, enquanto os resultados positivos de março, maio e junho não foram suficientes para impulsionar uma recuperação mais consistente. Em junho, por exemplo, foram abertas apenas 287 vagas, desempenho muito inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o saldo chegou a 1.472 empregos formais.
Entre os setores da economia, serviços e construção civil, tradicionalmente responsáveis por grande parte das contratações, perderam dinamismo. A indústria também não conseguiu reagir e fechou o semestre com saldo negativo de empregos. Apenas o comércio e a agropecuária apresentaram resultados positivos em junho, mas sem capacidade para alterar o quadro geral do estado.
Enquanto o Rio Grande do Norte praticamente estagnou, o Brasil manteve saldo positivo de 921.645 empregos formais entre janeiro e junho, embora em ritmo menor que o registrado em 2025. O contraste evidencia que o desempenho potiguar ficou muito abaixo da média nacional e entre os piores do país no período.




