O Rio Grande do Norte passará a contar com um comitê permanente de monitoramento e enfrentamento à ciguatera, intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por ciguatoxinas. A criação do grupo foi aprovada durante reunião nesta segunda-feira (20) que reuniu representantes de órgãos estaduais, instituições de pesquisa e entidades ligadas ao setor pesqueiro.
O objetivo do comitê é integrar as ações de vigilância, assistência à saúde, pesquisa científica e orientação à população, além de acompanhar a evolução dos casos registrados no estado e propor medidas para reduzir os riscos de novos episódios de intoxicação.
Decisão ocorre após o Rio Grande do Norte ter contabilizado 148 casos confirmados da intoxicação alimentar, superando em mais de 60% os 88 registros de todo o ano de 2025. A intoxicação ocorre após o consumo de peixes marinhos contaminados por ciguatoxinas, substância produzida por microalgas e acumulada ao longo da cadeia alimentar, principalmente em espécies de grande porte.
Entre as atribuições do novo comitê estão a elaboração de protocolos para atuação conjunta entre os órgãos envolvidos, o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a definição de estratégias de comunicação com pescadores, comerciantes e consumidores, além do incentivo à produção de estudos científicos sobre a ocorrência da ciguatera no litoral potiguar.
Ciguatera
A ciguatera é provocada pela ingestão de peixes que acumularam ciguatoxinas produzidas por microalgas presentes em recifes de corais. A toxina não é eliminada pelo cozimento, congelamento ou qualquer outro método de preparo dos alimentos. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, diarreia, dores musculares, dormência e alterações na percepção da temperatura, exigindo atendimento médico imediato em casos suspeitos.
Além da criação do comitê, a Sesap mantém a orientação para que a população fique atenta à procedência dos pescados e procure assistência médica ao apresentar sintomas compatíveis com a intoxicação após o consumo de peixe.




