Laudo do incêndio no Circo do Tirú - Foto: Polícia Científica/reprodução

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCIRN) concluiu o laudo pericial sobre o incêndio que destruiu grande parte da estrutura do Circo do Tirú, instalado no estacionamento da Arena das Dunas, em Natal. O documento aponta que a causa mais provável para o início das chamas foi uma falha de origem elétrica.

A perícia foi realizada pelo Instituto de Criminalística e do Setor de Perícias de Engenharia Legal e Meio Ambiente.

Incêndio

O incêndio aconteceu na madrugada de 11 de maio de 2026, quando o circo estava fechado ao público. Segundo o laudo, ninguém ficou ferido, mas o fogo provocou a destruição do picadeiro, arquibancadas, palco, bastidores, equipamentos e diversos materiais que estavam no interior da lona.

Os trabalhos periciais ocorreram em diferentes etapas. No dia da ocorrência, os peritos fizeram os primeiros levantamentos, registraram imagens e coletaram vestígios. Em uma segunda vistoria, foram analisados os remanescentes da estrutura para identificar a origem e a propagação das chamas.

Além da inspeção no local, a equipe técnica examinou imagens do sistema de videomonitoramento da Arena das Dunas e reuniu informações fornecidas pela empresa responsável pelo circo e pela Neoenergia Cosern.

Possível causa

De acordo com a Polícia Científica, os principais indícios da origem do incêndio foram encontrados em uma área voltada para a Arena das Dunas, onde estavam instalados equipamentos eletrônicos, fiações e estruturas utilizadas para iluminação, sonorização e painel de LED.

As imagens das câmeras de segurança reforçaram a conclusão da perícia. Os registros mostram que o fogo começou exatamente na região apontada pelos especialistas e, em poucos minutos, se espalhou rapidamente por toda a estrutura, provocando um incêndio de grandes proporções.

Com base na análise dos vestígios e das imagens, o laudo conclui que a hipótese de origem elétrica é a mais compatível com a dinâmica observada durante a investigação.

O documento já foi encaminhado à autoridade policial responsável pelo inquérito, que dará continuidade às investigações sobre o caso.

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