O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou que o equilíbrio das contas estaduais será a principal missão de um eventual mandato a partir de 2027. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (9) ao programa Meio Dia TCM, da 95 FM Mossoró, ele defendeu a adoção de um “choque de gestão” como estratégia para enfrentar a situação fiscal do Estado.
Segundo Allyson, a recuperação financeira é condição indispensável para que outras áreas da administração possam avançar. “Antes de qualquer coisa, nós vamos ter que organizar as finanças do Estado. Sem as finanças organizadas e controladas, não há como resolver os demais problemas”, afirmou.
Entre as medidas citadas pelo pré-candidato estão a modernização da máquina pública, com ampliação da informatização dos serviços, a redução de desperdícios e a reorganização administrativa. Ele também destacou que pretende montar uma equipe formada por técnicos para conduzir as principais áreas do governo.
“O Estado precisa de um choque de gestão. Precisamos informatizar os serviços, evitar desperdícios e estruturar as finanças públicas”, declarou. Allyson acrescentou que a escolha dos secretários será baseada em critérios técnicos e que as decisões da gestão serão fundamentadas em análises especializadas.
O ex-prefeito de Mossoró também ressaltou a importância do diálogo com os demais poderes e instituições para viabilizar mudanças administrativas e fiscais. Segundo ele, a intenção é construir soluções de forma conjunta com a Assembleia Legislativa e outros órgãos de controle, evitando decisões unilaterais.
Durante a entrevista, Allyson afirmou que pretende enfrentar os desafios financeiros “com coragem” e garantiu que eventuais medidas serão discutidas com os setores envolvidos. “Não vou tomar decisões de cima para baixo. Vamos dialogar com todos os interessados antes de qualquer encaminhamento”, disse.
Ao citar sua experiência à frente da Prefeitura de Mossoró, o pré-candidato lembrou que assumiu a administração municipal, em 2021, diante de dificuldades financeiras, incluindo atrasos salariais, débitos com servidores terceirizados e um déficit previdenciário. Para ele, a forma como conduziu aquele cenário demonstra capacidade para administrar a situação fiscal do Estado.
Allyson também afirmou que, caso seja eleito governador, pretende concentrar esforços na resolução dos problemas atuais, sem atribuir responsabilidades a gestões anteriores. Segundo ele, o foco será encontrar soluções para reequilibrar as finanças e ampliar a capacidade de investimento do Rio Grande do Norte.




