O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), disse que foi perseguido pelo governo de Fátima Bezerra após anunciar que não assumiria o Executivo estadual. Na época, a governadora pretendia renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado, mas desistiu depois da negativa de Walter.
O presidente do MDB-RN concedeu entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no programa Contraponto, da 96 FM Natal. A opção por não assumir o governo do Estado se deu em razão da situação de déficit financeiro. Segundo ele, o Rio Grande do Norte iniciou 2026 com uma dívida de cerca de R$ 3 bilhões. Outra dívida mencionada por Walter seria referente aos empréstimos consignados junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 377 milhões.
Em outro momento da entrevista, o vice-governador afirmou que não “trocaria a própria história por uma foto de governador” e correria o risco de sair como um dos piores governadores da história do Estado.
Walter disse que, durante o mandato, nunca teve prestígio para atuar na gestão estadual e que não lhe era dado nenhum poder de decisão. Segundo ele, em 2026, o governo do PT dificultou o processo de formação da nominata do MDB, configurando uma perseguição política ao partido.
O vice-governador declarou que apoia o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), e que enxerga “muita garra e disposição” no ex-prefeito de Mossoró. Disse ainda que afirmou a Allyson que o Rio Grande do Norte precisará de um “choque de gestão”, com análise de contratos e revisão de despesas.
Filho do ex-senador Garibaldi Alves Filho, Walter reafirmou sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e disse estar confiante para a disputa.
Walter Alves foi deputado estadual por dois mandatos (2007–2015), deputado federal por duas legislaturas (2015–2023) e, desde 1º de janeiro de 2023, exerce o cargo de vice-governador do Rio Grande do Norte.




