Execução de projetos de urbanização e saneamento integrado em comunidades da Zona Norte de Natal, em 2017 (Foto: Alex Régis/PMN)

Menos da metade dos domicílios do Rio Grande do Norte tinha acesso à rede geral de esgotamento sanitário em 2024. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, apenas 44,1% das residências potiguares contavam com ligação à rede geral de esgoto no ano passado. O índice coloca o Rio Grande do Norte entre os dez estados com pior cobertura do país nesse indicador.

Além do RN, também registraram cobertura inferior a 50% dos domicílios os estados do Piauí, Amapá, Rondônia, Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Alagoas e Acre. Nos imóveis não atendidos pela rede geral, os moradores dependem de alternativas como fossas sépticas não ligadas à rede, fossas rudimentares, valas ou até despejo em rios, lagos, córregos e no mar.

Estados com menos de 50% dos domicílios ligados à rede de esgoto

  • Piauí: 13,5%
  • Amapá: 17,8%
  • Rondônia: 18,1%
  • Pará: 19,3%
  • Maranhão: 30,3%
  • Tocantins: 36,7%
  • Mato Grosso: 40,8%
  • Alagoas: 41,9%
  • Rio Grande do Norte: 44,1%
  • Acre: 49,7%

Os dados também expõem as desigualdades regionais no acesso ao saneamento básico. No Nordeste, 51,1% dos domicílios tinham ligação à rede geral de esgoto em 2024. No Sudeste, o percentual chegava a 90,2%. A situação era ainda mais crítica na Região Norte, onde apenas 31,2% dos lares contavam com esse tipo de serviço.

Mesmo nas áreas urbanas, as diferenças entre as regiões permaneciam expressivas. A cobertura variava de 37,4% no Norte a 94,3% no Sudeste, mostrando que a localização geográfica ainda pesa diretamente no acesso à infraestrutura de saneamento.

Apesar do cenário desigual, o IBGE aponta avanço gradual no país nos últimos anos. Em todo o Brasil, a proporção de domicílios ligados à rede geral de esgoto passou de 68,1% para 70,4% em 2024.

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