A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte, Samanda Alves, indicou que as definições sobre as suplências ao Senado e a vaga de vice-governador na chapa governista ainda não estão fechadas. A declaração, dada em entrevista à TV Ponta Negra, foi interpretada nos bastidores como uma resposta direta ao ex-senador Jean Paul Prates, hoje filiado ao PDT.
Jean Paul vinha defendendo que caberia ao Partido Democrático Trabalhista definir a composição da chapa de Rafael Motta, incluindo a primeira suplência ao Senado, espaço que ele próprio tenta ocupar. O movimento, no entanto, desagradou setores do PT, que defendem que as decisões da majoritária sejam discutidas de forma coletiva entre os partidos que integram o chamado “time de Lula” no Rio Grande do Norte.
Ao afirmar que “não dá para ser o meu suplente preferencial sem ouvir aqueles que estão construindo esse palanque conosco”, Samanda reforçou a posição de que a composição da chapa ainda precisa passar por pactuação política entre os aliados. A fala também sinalizou que tanto as suplências quanto a vaga de vice-governador seguem abertas dentro da articulação governista.
A disputa ocorre em meio às negociações para a formação da chapa majoritária no estado. Em abril, o PDT anunciou Rafael Motta como nome do partido para o Senado e indicou Jean Paul Prates como primeiro suplente, em uma composição apresentada pela legenda como modelo de “mandato compartilhado”. A movimentação, porém, passou a ser questionada por partidos aliados, que defendem uma divisão mais ampla dos espaços políticos.
Nos bastidores, aliados avaliam que Jean Paul antecipou uma discussão ainda não pactuada entre as siglas da base governista. A definição oficial da chapa segue como ponto sensível nas negociações, especialmente em torno das suplências ao Senado, consideradas estratégicas para acomodar partidos e lideranças dentro do palanque governista no RN.



