A campanha de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu de Lula (PT), teme que o processo sobre o reajuste concedido a auditores fiscais durante sua passagem pela Secretaria da Tributação do Rio Grande do Norte volte ao centro do debate político na última semana antes do segundo turno, marcado para domingo (25). O caso tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

O processo questiona a legalidade de uma mudança na gratificação dos auditores fiscais em 2021, quando Cadu comandava a pasta. A medida teve impacto financeiro estimado em R$ 13,1 milhões e também envolve a ex-secretária da Administração, Virgínia Ferreira. Cadu é auditor fiscal de carreira e faz parte da categoria beneficiada pelo reajuste.

A última movimentação registrada no processo ocorreu em 17 de julho de 2026, quando os autos foram encaminhados à Coordenadoria de Fiscalização de Pessoal. Apesar da repercussão política, não há registro de nova movimentação na semana passada nem decisão definitiva do Tribunal sobre o caso.

Cadu nega irregularidades e afirma que não aumentou o próprio salário. A defesa sustenta que não existe condenação, multa ou imputação de débito contra o candidato. Com a votação se aproximando, a possibilidade de o assunto voltar à disputa eleitoral pode representar mais um foco de pressão para a campanha petista no Rio Grande do Norte.

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