Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026, Cadu Xavier deixou a Secretaria Estadual da Fazenda em meio a um cenário preocupante nas contas públicas do estado. Durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), o RN encerrou 2025 com um saldo negativo superior a R$ 3 bilhões, o segundo pior resultado do país, atrás apenas de Minas Gerais, segundo dados do Relatório de Gestão Fiscal do Ministério da Fazenda. O resultado coloca em discussão a condução das finanças estaduais durante o período em que o candidato esteve à frente da pasta.
O levantamento, referente ao último quadrimestre de 2025, aponta que o Rio Grande do Norte gastou mais do que tinha disponível em caixa. O quadro representa um desafio para a administração estadual, que precisa equilibrar as despesas públicas e manter o funcionamento dos serviços oferecidos à população. O resultado também aumenta a pressão sobre o governo Fátima Bezerra por explicações sobre as medidas adotadas para preservar o equilíbrio fiscal.
Outro indicador preocupante é o gasto com pessoal. De acordo com os dados do Ministério da Fazenda, as despesas do Executivo potiguar chegaram a 56,41% da Receita Corrente Líquida estadual, acima do limite máximo de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O percentual supera em 7,41 pontos percentuais o teto previsto na legislação e evidencia o peso da folha de pagamento sobre as contas públicas.
O descumprimento do limite de gastos com pessoal pode resultar em restrições previstas na legislação fiscal, como impedimentos para receber determinadas transferências voluntárias da União e contratar operações de crédito, conforme as condições aplicáveis. A situação exige medidas para adequar as despesas aos limites legais e evitar que as restrições comprometam a capacidade de investimento do estado.
Agora candidato ao governo estadual, Cadu passa a ter a própria atuação na área econômica colocada em debate diante dos indicadores fiscais registrados durante a gestão petista. O saldo negativo superior a R$ 3 bilhões e o gasto com pessoal acima do limite legal levantam questionamentos sobre as decisões adotadas pela equipe econômica e os caminhos para recuperar o equilíbrio financeiro do Rio Grande do Norte.



