Foto: reprodução

Enquanto Fátima Bezerra e Cadu Xavier participam de mobilizações eleitorais com carreatas de alto custo, forças de segurança enfrentam dificuldades para abastecer veículos no interior do RN

O atraso nos pagamentos do Governo do Rio Grande do Norte provocou a suspensão do abastecimento de viaturas da Polícia Militar,  em dois postos de combustíveis de Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar. A interrupção ocorreu neste sábado (10), nos postos Carioca e Planalto, e compromete o atendimento às demandas das forças de segurança na região.

O episódio levanta questionamentos sobre as prioridades da administração estadual, comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT), em um momento de mobilização eleitoral em torno da candidatura de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado. Enquanto a campanha petista promove carreatas e outras atividades políticas, profissionais da segurança pública podem enfrentar dificuldades para manter o funcionamento regular das operações por falta de abastecimento.

Sem acesso ao combustível nos estabelecimentos utilizados habitualmente na região, as equipes precisam se deslocar para outros municípios para abastecer as viaturas. A medida aumenta os custos operacionais e reduz o tempo disponível para o patrulhamento ostensivo e o atendimento de ocorrências.

A suspensão atinge diferentes órgãos da segurança pública e ocorre durante o fim de semana, período em que a disponibilidade de viaturas é fundamental para o atendimento à população. Até o momento, não há previsão para a retomada do abastecimento nos postos afetados.

Também não havia, até a divulgação das informações, um posicionamento oficial do Governo do Estado sobre os pagamentos pendentes que teriam motivado a interrupção do serviço.

O caso coloca em evidência o contraste entre a estrutura mobilizada para as atividades eleitorais e os problemas relatados no funcionamento dos serviços públicos estaduais. A regularização dos pagamentos e a retomada do abastecimento são medidas necessárias para evitar que as dificuldades administrativas prejudiquem o trabalho das forças de segurança e o atendimento à população potiguar.

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