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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) reagiu à declaração do ex-secretário estadual de Administração Pedro Lopes sobre o pagamento do 13º salário dos servidores. Integrante da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) e candidato a deputado estadual pelo PT nas eleições deste ano, Lopes afirmou que só confia no pagamento do benefício em janeiro de 2027 caso Cadu de Lula (PT) seja eleito governador.

A declaração foi interpretada por Allyson como uma tentativa de colocar o funcionalismo estadual no centro da disputa eleitoral. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato reproduziu trechos da fala do ex-secretário e reagiu:

“Bateu o desespero. Isso aqui é um absurdo”, afirmou Allyson. Para o candidato do União Brasil, Lopes está “ameaçando os servidores com algo que é direito, garantido na Constituição”.

A fala de Lopes estabelece uma relação direta entre a eleição de Cadu e a expectativa de pagamento do 13º. O ex-secretário afirmou: “Colega servidor do RN, só confio receber o 13° Salário em janeiro de 2027 se o Cadu ganhar para governador!”

Allyson também aproveitou a declaração para questionar a situação financeira deixada pela atual administração estadual. Na avaliação do candidato, a fala de Lopes acaba reconhecendo que o Governo Fátima não teria condições de pagar o 13º salário de 2026 dentro do ano.

Allyson promete pagamento em janeiro

Em contraponto, Allyson afirmou que, caso seja eleito, vai quitar em janeiro de 2027 eventual parcela do 13º salário que ficar pendente. Depois disso, pretende adotar um modelo em que o servidor poderá escolher entre receber o benefício no mês de aniversário ou em dezembro.

O candidato utilizou sua experiência como prefeito de Mossoró para sustentar a proposta. Segundo Allyson, quando assumiu a prefeitura, em janeiro de 2021, encontrou pendente o 13º salário referente a 2020 e realizou o pagamento.

Ainda de acordo com o candidato, sua administração implantou em Mossoró o pagamento do 13º no mês de aniversário dos servidores, modelo que, segundo ele, continua em vigor.

Allyson também ampliou as críticas à gestão estadual de Fátima Bezerra e citou atrasos salariais, bloqueios de empréstimos consignados e problemas relacionados à previdência dos servidores.

 

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