O Rio Grande do Norte, sob o governo Fátima Bezerra, aplicou apenas 7,04% das receitas de impostos e transferências em saúde no primeiro semestre de 2026, o menor percentual entre os estados brasileiros, segundo levantamento do Laboratório de Orçamento e Políticas Públicas (LOPP) do Ministério Público do RN.
O cenário chama atenção porque o índice potiguar ficou 3,5 pontos percentuais abaixo do Rio Grande do Sul, que registrou 10,54% e aparece na penúltima posição. No Nordeste, todos os demais estados já haviam ultrapassado 13% de aplicação em saúde no período.
Os dados mostram que o RN saiu de 6,37% no primeiro bimestre para 6,62% no segundo e chegou a apenas 7,04% no terceiro. O relatório aponta que, mantido esse ritmo, o Estado terá dificuldade para alcançar o mínimo constitucional de 12% até o fim do ano.
O LOPP classificou o desempenho como uma “anomalia administrativa e orçamentária específica do ente”. O secretário Alexandre Motta afirmou que cerca de R$ 120 milhões já foram pagos, mas ainda não contabilizados, enquanto o Sindsaúde chamou o percentual de “alarmante e inaceitável” e relatou problemas com insumos, medicamentos, EPIs e estrutura da rede estadual.




