Foto: Reprodução

O empresário Jorge do Rosário (PL), de Mossoró, não conseguiu uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nas Eleições 2026. O resultado ocorreu três dias após a Polícia Federal apreender R$ 400 mil em espécie e dois celulares durante uma operação realizada na quinta-feira (1º).

A Polícia Federal investiga a origem do dinheiro e apura se os valores poderiam ter relação com a campanha eleitoral do candidato. Em nota, a corporação informou que “prossegue com as diligências para esclarecer os fatos e verificar a eventual prática de crimes eleitorais”.

Após a apreensão, Jorge do Rosário negou qualquer vínculo entre o dinheiro e sua candidatura. A assessoria do empresário afirmou que “os fatos noticiados não guardam qualquer relação com este, ou com os recursos destinados ao financiamento de sua campanha”.

A defesa também sustentou que o montante tinha finalidade exclusivamente empresarial. “O valor objeto da ocorrência destinava-se ao pagamento de obrigações comerciais e de folha de pessoal da empresa em final de mês, tratando-se de questão de natureza estritamente empresarial/privada”, informou a defesa.

Quinta candidatura

A disputa deste ano marcou a quinta tentativa de Jorge do Rosário de conquistar um cargo eletivo. Antes de 2026, ele havia concorrido a vice-prefeito de Mossoró em 2016 e 2020 e disputado uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2018 e 2022.

Novamente pelo PL, o empresário não ficou entre os 24 candidatos eleitos para o Legislativo estadual.

O resultado de Jorge ocorreu no mesmo turno em que o PL não conseguiu avançar para o segundo turno na disputa pelo Governo do RN. O partido lançou o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que terminou a primeira etapa em terceiro lugar, atrás de Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT).

Outro candidato do PL foi reeleito

Jorge do Rosário não foi o único candidato do PL à Assembleia Legislativa envolvido em uma investigação relacionada à apreensão de dinheiro em espécie durante o período eleitoral.

Em setembro, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL), que disputava a reeleição, foi alvo da Operação Sem Lastro, da Polícia Federal. Na ocasião, R$ 1,51 milhão em dinheiro vivo foi apreendido na residência do parlamentar, em Natal.

O montante superava os R$ 1,34 milhão declarados por Luiz Eduardo ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN). A investigação apura a possível movimentação de recursos incompatíveis com o patrimônio declarado e eventual utilização de valores não contabilizados na campanha.

A defesa do deputado afirmou que o dinheiro tinha origem lícita, era proveniente de saques de contas do próprio parlamentar e não foi utilizado na campanha eleitoral.

Apesar da investigação, Luiz Eduardo foi reeleito neste domingo (4), com 39.918 votos. Ele ficou entre os sete candidatos do PL eleitos para a Assembleia Legislativa do RN.

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