O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17), durante um ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, que poderá indicar até seis ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. Na mesma declaração, ele questionou a permanência dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino na Corte.
Segundo Flávio, quatro vagas poderiam ser abertas durante um eventual próximo mandato presidencial em razão das aposentadorias compulsórias previstas. Para chegar ao número de seis indicações mencionado por ele, seria necessária também a saída de Moraes e Dino do tribunal.
“Não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF. Mas já estou pensando que podem ser seis vagas, porque o Flávio Dino também não tem condição de ficar lá”, declarou.
O candidato afirmou ainda que pretende escolher, para eventuais vagas na Corte, “homens e mulheres” contrários às drogas e ao aborto, além de ministros que, segundo ele, respeitem a Constituição e não utilizem o cargo para perseguir adversários políticos.
Durante o discurso, Flávio voltou a fazer críticas a Alexandre de Moraes ao mencionar a discussão no STF relacionada a um relatório da Polícia Federal que envolve o ministro no chamado caso Master. Até o momento, o mérito da petição que trata do assunto não foi analisado pelo plenário da Corte. A sessão foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A discussão no Supremo envolve uma questão de ordem sobre a possibilidade de julgamento conjunto de processos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça. O pedido de vista interrompeu a análise antes que o plenário examinasse o mérito da petição envolvendo Moraes.
Além das propostas relacionadas ao STF, Flávio Bolsonaro afirmou durante o ato que, caso eleito, pretende classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas. O candidato também declarou que pretende intensificar o combate ao chamado “narcoterrorismo”.



