O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) proibiu definitivamente a divulgação de uma pesquisa do Instituto Seta sobre a disputa pelo Governo do Estado e aplicou multa de R$ 53.205 à empresa responsável pelo levantamento.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Pleno do TRE-RN e representa mais um revés para a divulgação de levantamentos eleitorais no Estado. O caso ganhou repercussão porque a pesquisa havia apresentado Álvaro Dias em primeiro lugar na corrida pelo Governo do RN, resultado que destoava de diversos outros levantamentos divulgados no período.
Segundo dados divulgados à época, o levantamento apontava Álvaro Dias com 32,6% das intenções de voto, seguido por Allyson Bezerra, com 27,8%, e Cadu Xavier, com 25%.
TRE-RN mantém proibição da pesquisa
A Corte Eleitoral decidiu impedir definitivamente a divulgação do levantamento e determinou a aplicação da multa ao Instituto Seta.
O processo teve origem em uma representação apresentada à Justiça Eleitoral, que questionou a regularidade da pesquisa. O julgamento contrariou parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, que havia opinado pela improcedência da ação.
A decisão ocorre em um momento de forte disputa em torno dos números das pesquisas eleitorais para o Governo do RN. Diferentes levantamentos vêm apresentando cenários distintos entre os principais pré-candidatos, aumentando a atenção sobre a metodologia e as condições de divulgação desses estudos.
Resultado teve impacto no cenário eleitoral
A pesquisa do Instituto Seta ganhou especial repercussão por apresentar Álvaro Dias na liderança, enquanto outros levantamentos recentes apontavam Allyson Bezerra à frente.
A diferença entre os resultados ampliou o debate sobre a confiabilidade dos levantamentos e levou adversários políticos a questionarem a divulgação de números que poderiam influenciar a percepção do eleitorado.
A decisão do TRE-RN, contudo, deve ser tratada dentro dos limites estabelecidos no processo: a Corte determinou a proibição da divulgação da pesquisa e aplicou multa, mas isso não significa, por si só, que tenha sido comprovada fraude na realização do levantamento.
O episódio reforça a fiscalização da Justiça Eleitoral sobre pesquisas durante a corrida de 2026 e coloca os institutos sob maior pressão para cumprir integralmente as regras de registro, metodologia e divulgação.



