Foto: Divulgação Fiern

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou que pretende promover uma reorganização das contas estaduais caso seja eleito em 2026. A proposta tem como um dos principais objetivos garantir maior previsibilidade financeira para o Estado e evitar dificuldades no cumprimento das obrigações com servidores e fornecedores.

Ao comentar o atual cenário das finanças estaduais, Allyson criticou o modelo de pagamento parcelado dos salários dos servidores e defendeu uma mudança na gestão dos recursos públicos. Para o candidato, o Estado precisa recuperar capacidade de planejamento e execução orçamentária.

A estratégia apresentada por Allyson tem como referência a experiência de sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Segundo ele, a administração municipal passou por um processo de reorganização financeira que permitiu melhorar o fluxo de caixa e manter o pagamento do funcionalismo dentro do mês trabalhado.

Gestão financeira como prioridade

Allyson afirmou que pretende levar para o Governo do Estado medidas adotadas em Mossoró, com foco em planejamento, controle de despesas e melhoria da arrecadação.

Na avaliação do candidato, o equilíbrio fiscal deve ser tratado como uma condição para que o Estado consiga ampliar investimentos e manter serviços públicos funcionando de forma regular.

A discussão sobre a folha estadual ganhou destaque após o Governo do RN anunciar um calendário de pagamento dividido em etapas. O cronograma referente a agosto movimenta cerca de R$ 753,6 milhões e contempla mais de 125 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Candidato também questiona consignados

Durante as críticas à situação financeira do Estado, Allyson também citou a dívida relacionada aos empréstimos consignados dos servidores. O Banco do Brasil havia notificado o Governo do RN para cobrar R$ 377,4 milhões referentes a valores descontados dos funcionários e que não teriam sido repassados à instituição.

Para Allyson, situações como essa demonstram a necessidade de maior controle sobre o fluxo financeiro estadual e de uma gestão capaz de garantir o cumprimento dos compromissos assumidos pelo poder público.

A atual gestão estadual, por sua vez, afirma que trabalha para regularizar os compromissos financeiros e manter o funcionamento da máquina pública.

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