Bancários do Rio Grande do Norte rejeitam proposta da Fenaban e confirmam greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro - Foto: reprodução

Os bancários do Rio Grande do Norte decidiram deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (8). A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta terça-feira (1º), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A proposta prevê reajuste de 0,6% acima da inflação, percentual considerado insuficiente pelo Sindicato dos Bancários do RN. Entre as principais reivindicações estão aumento salarial de até 5%, ampliação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e valorização de benefícios, como o vale-alimentação.

De acordo com o sindicato, a proposta negociada contempla reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% para 2026 e 2027. A entidade avalia que o percentual não recompõe adequadamente as perdas acumuladas pelos trabalhadores.

O Sindicato dos Bancários do RN também critica a condução das negociações e afirma que existe margem para que os bancos apresentem uma proposta considerada mais favorável à categoria. A entidade cita acordos firmados por bancos estaduais como referência para pressionar por melhores condições.

Nova assembleia antes da paralisação

Uma nova assembleia foi convocada para esta sexta-feira (4), às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários, no bairro de Petrópolis, em Natal. O encontro terá como objetivo organizar os detalhes da mobilização que antecederá o início da greve.

A paralisação faz parte de uma mobilização nacional dos trabalhadores do setor financeiro e busca pressionar a Fenaban e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) durante as negociações.

Caso a greve seja iniciada, o atendimento presencial nas agências poderá ser afetado. Serviços digitais, aplicativos, caixas eletrônicos e outros canais remotos podem continuar funcionando, mas a disponibilidade dependerá de cada instituição financeira.

As negociações ainda podem avançar antes do início da paralisação. Caso uma nova proposta seja apresentada e aceita pelos trabalhadores, o movimento poderá ser alterado.

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