Foto: Divulgação Fiern

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), elevou o tom das críticas à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) após o anúncio do pagamento escalonado da folha salarial de agosto. Para ele, a decisão de dividir os depósitos entre o fim de agosto e o início de setembro é mais um sinal da crise financeira enfrentada pela administração estadual.

Durante agenda de campanha, Allyson afirmou que o parcelamento dos vencimentos demonstra falta de organização financeira e prejudica milhares de famílias que dependem do salário para cumprir compromissos básicos. O candidato classificou a situação como um “desmantelo” da gestão estadual e disse que o funcionalismo voltou a ser penalizado pelo governo.

Segundo o cronograma divulgado pelo Executivo, aposentados da Educação e da Saúde, além de parte dos pensionistas, terão os salários creditados apenas em setembro. A medida atinge cerca de 40 mil beneficiários e repete o modelo adotado na folha do mês anterior, quando aposentados e pensionistas também receberam depois do encerramento do mês.

“Quem paga a conta é o servidor”, afirma Allyson

Ao comentar o calendário, Allyson afirmou que o Estado vive um cenário de desorganização administrativa e financeira, enquanto os servidores acumulam prejuízos com contas vencidas, juros e dificuldades para manter o orçamento doméstico.

O candidato também responsabilizou a gestão de Fátima Bezerra pela situação das finanças estaduais e disse que o governo perdeu a capacidade de garantir algo que, segundo ele, deveria ser prioridade: o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado.

Para Allyson, o parcelamento da folha afeta principalmente aposentados e pensionistas, grupo que, segundo ele, merece tratamento prioritário e não deveria ser o último a receber os vencimentos.

As declarações do candidato ocorrem no mesmo momento em que sindicatos de servidores também passaram a contestar o escalonamento da folha. Entidades classificaram a medida como atraso salarial e informaram que estudam recorrer à Justiça para tentar impedir a divisão dos pagamentos.

Os sindicatos argumentam que a prática compromete o planejamento financeiro dos trabalhadores e cria tratamento diferente entre servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Pagamento dividido em quatro datas

O Governo do Estado informou que a folha de agosto, no valor de R$ 753,6 milhões, será paga em quatro etapas. Os servidores ativos receberam primeiro, enquanto aposentados e pensionistas terão os depósitos concluídos apenas no início de setembro.

A administração estadual afirma que o cronograma segue o planejamento financeiro do Estado e foi definido de acordo com a disponibilidade de recursos. A justificativa, no entanto, não evitou novas críticas da oposição e das entidades representativas dos servidores.

Na avaliação de Allyson, o episódio reforça o discurso de que a próxima gestão precisará reorganizar as contas públicas e restabelecer a regularidade do pagamento dos servidores estaduais.

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