O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Norte (CRF-RN) confirmou, após inspeção realizada nesta terça-feira (25), a existência de falhas no abastecimento de medicamentos e insumos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.
A fiscalização ocorreu após um levantamento interno da Divisão de Farmácia do hospital apontar que 189 itens estavam com estoque zerado, enquanto outros produtos se encontravam em nível crítico. O documento interno havia classificado a situação como de “extrema gravidade e vulnerabilidade assistencial”.
Durante a inspeção, os fiscais do CRF-RN verificaram as condições de armazenamento, a disponibilidade de medicamentos e insumos e a estrutura do serviço de farmácia hospitalar.
Segundo o Conselho, foram identificadas faltas de medicamentos e materiais utilizados na assistência aos pacientes, além de situações que precisam ser corrigidas pela gestão da unidade.
CRF-RN vai elaborar relatório
Após a fiscalização, o Conselho informou que irá elaborar um relatório técnico com os problemas encontrados. O documento deverá ser encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) e ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).
A inspeção teve como objetivo verificar se o cenário apontado no levantamento interno do Walfredo Gurgel correspondia à realidade encontrada no hospital.
O presidente do CRF-RN, Joselito Rangel, afirmou que a fiscalização busca contribuir para a regularização do abastecimento e evitar que a falta de medicamentos comprometa a assistência.
Sesap afirma que abastecimento está sendo regularizado
A Secretaria de Estado da Saúde Pública afirma que trabalha para recompor os estoques da unidade.
Segundo a Sesap, parte dos produtos já foi entregue e outros itens estão em processo de aquisição. A secretaria também informou que realiza o remanejamento de medicamentos e materiais entre hospitais da rede estadual para reduzir os impactos provocados pela falta de determinados produtos.
O Walfredo Gurgel é a principal unidade pública de referência em urgência e trauma do Rio Grande do Norte.
A confirmação do desabastecimento pelo Conselho de Farmácia aumenta a pressão sobre a gestão estadual para apresentar soluções para a regularização dos estoques.



