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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Dealer, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de utilizar o serviço postal para distribuir drogas do Rio Grande do Norte para diferentes regiões do país. A ação ocorre em Natal e Extremoz, onde são cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e busca pessoal.

As investigações começaram depois que a PF interceptou encomendas contendo entorpecentes, entre eles maconha e haxixe. A partir das apreensões e do cruzamento de informações, os investigadores identificaram uma estrutura que teria utilizado o sistema de encomendas para fazer os envios a dezenas de destinatários espalhados por outros estados.

Ao longo da apuração, os policiais localizaram pelo menos 79 remessas postais suspeitas que teriam relação com o esquema investigado.

Dados de terceiros eram usados nas postagens

De acordo com a investigação, os suspeitos recorriam a dados pessoais de outras pessoas para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas encomendas.

O grupo também teria utilizado contratos fraudulentos com plataformas de intermediação postal. Por meio desses mecanismos, os investigados conseguiam gerar etiquetas, efetuar os pagamentos e posteriormente despachar os pacotes em agências dos Correios e estabelecimentos conveniados.

A estratégia, segundo a PF, permitia ocultar a identidade dos remetentes e criar uma estrutura de envio capaz de alcançar diferentes pontos do território nacional.

Operação busca identificar outros envolvidos

As medidas judiciais cumpridas nesta terça-feira têm entre os objetivos recolher novos elementos que possam ajudar a dimensionar a atuação do grupo e esclarecer a participação de outras pessoas.

Durante as buscas, os policiais procuram celulares, equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e falsidade ideológica, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados no decorrer da apuração.

A Operação Dealer segue em andamento e a Polícia Federal ainda deve analisar o material recolhido para aprofundar as informações sobre a estrutura utilizada para o envio dos entorpecentes a partir do Rio Grande do Norte.

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