A composição da Câmara Municipal de Natal poderá sofrer uma mudança significativa a partir de 2027. Embora não haja eleição para vereador neste ano, 13 dos 29 parlamentares que atualmente ocupam cadeiras na Casa estão concorrendo a outros cargos nas eleições de 2026. O número corresponde a quase 45% do Legislativo natalense.
O resultado das urnas em outubro, portanto, poderá produzir reflexos diretos na composição da Câmara. Caso parte desses vereadores seja eleita, os atuais mandatos serão deixados para que os respectivos suplentes assumam as vagas, modificando o equilíbrio político da Casa.
A Assembleia Legislativa é o principal destino dos vereadores que decidiram disputar uma eleição estadual. Anne Lagartixa, Camila Araújo, Cleiton da Policlínica, Daniel Valença, Eriko Jácome, Léo Souza e Robson Carvalho estão na corrida por uma cadeira no Legislativo estadual.
Outros quatro parlamentares escolheram uma disputa nacional. Brisa Bracchi, Matheus Faustino, Nina Souza e Thabatta Pimenta concorrem à Câmara dos Deputados.
Já Samanda Alves e Tércio Tinoco estão na disputa pelo Senado Federal, cargo que terá duas vagas em jogo pelo Rio Grande do Norte.
Primeiros mandatos também entram na disputa
Entre os 13 vereadores que decidiram concorrer a outros cargos, seis estão em primeiro mandato na Câmara de Natal: Anne Lagartixa, Cleiton da Policlínica, Léo Souza, Matheus Faustino, Samanda Alves e Thabatta Pimenta.
No caso de Cleiton da Policlínica, há uma particularidade: ele ocupa atualmente o mandato como suplente de Hermes Câmara.
A movimentação não se limita aos vereadores de primeiro mandato. Parlamentares com trajetória mais consolidada na política natalense também decidiram testar sua força eleitoral em uma disputa estadual ou nacional.
Câmara pode ganhar novos nomes em 2027
O cenário dependerá diretamente do desempenho dos candidatos nas urnas. Quanto maior o número de vereadores eleitos para outros cargos, maior será a renovação indireta da Câmara de Natal.
As substituições seguirão as regras eleitorais e considerarão a situação de cada legenda e a ordem dos suplentes. Assim, nomes que hoje não ocupam uma cadeira poderão chegar ao Legislativo municipal sem que tenha ocorrido uma eleição específica para vereador.
A movimentação dos 13 parlamentares também mostra como as eleições gerais podem provocar consequências políticas dentro dos municípios. Em Natal, quase metade do plenário decidiu colocar o mandato atual em disputa ao buscar novos espaços na política.
Na prática, a eleição de outubro poderá definir não apenas quem representará o RN na Assembleia, na Câmara Federal e no Senado, mas também quem estará sentado nas cadeiras da Câmara Municipal de Natal a partir de 2027.



