Vistoria preventiva identifica grade danificada em cela de presídio em Ceará-Mirim - Foto: reprodução

Policiais penais do Rio Grande do Norte encontraram uma grade de ferro serrada no interior da Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na Região Metropolitana de Natal, durante uma vistoria preventiva realizada nesta quarta-feira (12). O dano foi identificado pelas equipes de segurança durante uma inspeção de rotina.

Segundo a administração da unidade, o caso será encaminhado para apuração administrativa, com o objetivo de identificar os responsáveis pela danificação da estrutura.

Apesar da grade ter sido encontrada serrada, a coordenação da cadeia informou que a situação não representava, naquele momento, uma tentativa de fuga iminente. Isso porque, para deixar a unidade, os internos ainda precisariam ultrapassar outros mecanismos de contenção e barreiras de segurança existentes no presídio.

Vistorias preventivas

De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-RN), a ocorrência reforça a importância das vistorias e rondas realizadas diariamente nas unidades prisionais do estado.

As inspeções têm como objetivo identificar danos estruturais, localizar materiais proibidos e prevenir situações que possam comprometer a segurança dos estabelecimentos penais, como tentativas de fuga ou motins.

As equipes também realizam verificações periódicas em celas, estruturas metálicas e demais áreas das unidades, seguindo os protocolos de segurança penitenciária.

Outro caso foi registrado em agosto

Esta é a segunda ocorrência de dano estrutural identificada na Cadeia Pública de Ceará-Mirim somente neste mês.

No dia 7 de agosto, durante uma vistoria, policiais penais encontraram uma parede de cela danificada e ferragens removidas. Segundo a Seap-RN e o Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN), os internos teriam iniciado a abertura de um duto de escape e utilizado uma massa improvisada para esconder os danos.

A intervenção foi descoberta antes que uma possível fuga fosse concretizada. Após a identificação do problema, os internos envolvidos foram isolados para a adoção das medidas disciplinares cabíveis.

A Cadeia Pública de Ceará-Mirim tem capacidade para 603 internos e conta com 78 celas distribuídas em três pavilhões.

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