Foto: Sandro Menezes

O turismo do Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre com mais um resultado negativo. Em junho, o volume das atividades turísticas no Estado caiu 3% em relação a maio, registrando a terceira retração consecutiva na série com ajuste sazonal, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho chama atenção porque o turismo é um dos principais motores da economia potiguar. Na comparação com junho de 2025, a queda foi ainda mais expressiva, de 4,4%. No acumulado entre janeiro e junho, entretanto, o indicador ficou estável, com variação de 0%, enquanto no período de 12 meses ainda apresenta alta de 1,2%.

O cenário também merece atenção quando comparado ao restante do país. Em junho, 16 das 17 unidades da Federação acompanhadas pelo IBGE tiveram retração no turismo, e o Brasil registrou queda de 3,4%. Alagoas foi a única exceção, com crescimento de 1,8%.

No Rio Grande do Norte, porém, a sequência de resultados negativos acende um alerta para um setor estratégico, responsável por movimentar hotéis, restaurantes, transporte, comércio e uma extensa cadeia de serviços. A terceira queda consecutiva mostra que o desempenho do turismo potiguar enfrenta dificuldades para sustentar um ritmo consistente de crescimento.

Serviços também recuam

A fraqueza não ficou restrita ao turismo. O setor de serviços do RN caiu 0,7% em junho, também registrando o terceiro mês seguido de retração na série com ajuste sazonal. Na comparação com junho do ano passado, a redução chegou a 3,3%.

No acumulado do primeiro semestre, os serviços apresentaram crescimento de apenas 0,7%, o menor avanço entre todos os estados do Nordeste. Em 12 meses, a alta foi de 0,4%.

Os números colocam mais pressão sobre a economia potiguar e levantam questionamentos sobre a capacidade do Estado de transformar seu potencial turístico em crescimento efetivo. Apesar das belezas naturais e da força histórica do setor, os dados mais recentes mostram que o RN precisa enfrentar gargalos relacionados à infraestrutura, divulgação, competitividade e atração de novos investimentos.

O resultado de junho, portanto, funciona como mais um sinal de alerta: o turismo potiguar não pode depender apenas de seu potencial natural para continuar crescendo. A sequência de quedas exige planejamento e ações concretas para evitar que uma das principais atividades econômicas do Estado perca espaço e competitividade.

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