Os servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) aprovaram a deflagração de uma greve por tempo indeterminado. A decisão, tomada em assembleia pela categoria, direciona as cobranças diretamente ao gabinete da governadora Fátima Bezerra (PT), a quem os trabalhadores responsabilizam pela falta de andamento nas negociações e pelo descumprimento de acordos firmados.
Falta de homologação e cobrança ao Executivo
A principal insatisfação do funcionalismo público está na demora da gestão estadual em dar andamento aos trâmites judiciais para a homologação do acordo firmado entre o Governo do RN e o sindicato da categoria. Segundo os servidores, a inércia da atual gestão tem inviabilizado a consolidação de conquistas e garantias da carreira.
Entre os pontos cobrados diretamente ao governo Fátima Bezerra estão:
Homologação imediata: envio do termo de acordo assinado para validação formal na Justiça;
Reajuste do auxílio-alimentação: revisão do benefício defasado frente à inflação;
Valorização profissional: cumprimento do cronograma de reestruturação do plano de cargos e salários da socioeducação.
Impacto nos serviços e postura do governo
A Fundase é o órgão estadual responsável pela gestão das unidades de internação e semiliberdade de adolescentes em conflito com a lei no Rio Grande do Norte. A categoria ressalta que a paralisação foi o único caminho deixado pela postura do Poder Executivo diante dos apelos da classe.
Para cumprir as exigiências legais, os servidores garantem a manutenção dos serviços essenciais e da segurança interna nas unidades dentro do percentual mínimo estipulado por lei durante o movimento paredista.
O espaço segue aberto para o posicionamento do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e da governadora Fátima Bezerra sobre as reivindicações e os prazos de homologação cobrados pela categoria.



